Jubiabá é um livro escrito na
década de 1930 pelo escritor baiano Jorge Amado. Seguindo uma das
características principais do escritor, Jubiabá tem aspectos modernistas. Este
livro é um dos primeiros escritos por Jorge Amado.
Jubiabá
conta a história do
negro Antônio Balduíno, descendente de escravos e nascido e criado no morro
do capa-negro, um dos refúgios na periferia de Salvador onde os negros se
abrigaram após a abolição da escravatura e a posterior falta de apoio político.
Desde pequeno, Balduíno não se identificava com o trabalho que os negros pobres
tinham de fazer para sobreviver. Identificou um paralelo bastante interessante
entre o trabalhador assalariado do início do século XX e o escravo do final do
século XIX. Para fugir desta vida sem-graça, vida de escravo,
sem liberdade, primeiro, quando ainda era pequeno, Balduíno foi morar nas ruas,
vivendo de esmolas junto a um grupo de moleques da sua idade. Desde antes desta época Balduíno já tinha
uma imensa admiração por Jubiabá, pai-de-santo do morro do capa-negro que
Balduíno relacionava a um exemplo de liberdade. Jubiabá era sábio, ajudava o
povo negro, e mesmo os brancos iam a sua humilde casa e se ajoelhavam em frente
ao preto velho.
Quando ainda era pequeno, Balduíno se
convenceu de que teria um ABC em seu nome. Os ABCs são livretos de histórias heróicas,
muito populares entre as classes baixas do povo baiano. Inicia a sua carreira
rumo ao seu ABC como boxeur: Baldo, o negro, que vence os lutadores locais com
golpes vigorosos, e chega a vencer o campeão do Rio de Janeiro. Entretanto,
problemas sentimentais lhe faz perder as outras lutas, ser chamado de vendido.
Balduíno fica extremamente triste resolve sair da cidade de Salvador, rumo ao
interior do estado. Foge com seu amigo da embarcação, passeia pelos portos do
recôncavo, aprecia a voz da mulher de seu companheiro e conta com a terna
companhia de seu antigo amigo, o Gordo.
Nas lavoura de fumo
Balduíno se convence de que o trabalho do pobre é uma nova forma de escravidão.
Enquanto os grandes industriais e agricultores, donos das plantações e das
fazendas de fumo, consumiam champanhes caros, andavam em carros luxuosos e moravam em mansões, os
trabalhadores viviam com um salário de fome, faltavam-lhes comida em casa para
alimentar suas grande e jovens famílias. Apesar disso, ainda existia um pouco
de felicidade naquele povo, que gostava de dançar e contar causos, duas coisas
que o negro Balduíno adorava.
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