(Editora
da UESC
ISSN 2175-5140
REVISTA DO NÚCELO DE ESTUDOS AFRO-BAIANO REGIONAIS DA UESC
ILHÉUS N4- 2011
Referencia ao texto de Marcelo da Silva Bispo)
ISSN 2175-5140
REVISTA DO NÚCELO DE ESTUDOS AFRO-BAIANO REGIONAIS DA UESC
ILHÉUS N4- 2011
Referencia ao texto de Marcelo da Silva Bispo)
“Representante da Região Sul baiana no regionalismo que marca
a literatura brasileira nos anos de 1930 e nos seguintes, Jorge Amado conseguiu
através de seus romances tornar conhecidas as histórias do cacau. Filho de
fazendeiro, co-partícipe das aventuras e labutas dos trabalhadores rurais, o
autor conseguiu levar para seus romances parte os fatos ocorridos nesse chão
fértil e acolhedor.”
Marcelo da Silva Bispo – A (NÃO) PRESENÇA NEGRA NA OBRA TOCAIA GRANDE, DE JORGE AMADO.
Diante da comemoração dos “100 Anos de Jorge Amado”, suas obras conhecidas mundialmente estão ainda mais em evidência. A ideia que o Brasil e até mesmo o mundo tem da Região do Sul da Bahia é originalmente fruto dos romances do escritor grapiunense, o que acarreta em grande responsabilidade.
O escritor Marcelo da Silva Bispo (e também discente do curso de Especialização em Estudos Comparados em Literatura de Língua Portuguesa (ECLIP), do Departamento de Letras e Artes – DLA, da Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC.) nos revela preconceitos presentes na Obra Tocaia Grande de Jorge Amado.
Fazendo parte do Coronelismo regional, Jorge Amado expressa preconceitos diante da figura negra embora não tenha esse objetivo inicial. O próprio Amado se compromete à revelar uma parte oculta da História, mas não o faz. As vozes negras são silenciadas, e seus personagens masculinos são ex-escravos fugidos dos engenhos, e feminino são mulheres que tem a prostituição como meio de sobrevivência. “A presença negra está relacionada com a exploração sexual e seus representantes são tratados como objetos utilizados para a satisfação dos que se apresentam em posições mais elevadas na sociedade.”
Marcelo da Silva Bispo – A (NÃO) PRESENÇA NEGRA NA OBRA TOCAIA GRANDE, DE JORGE AMADO.
Diante da comemoração dos “100 Anos de Jorge Amado”, suas obras conhecidas mundialmente estão ainda mais em evidência. A ideia que o Brasil e até mesmo o mundo tem da Região do Sul da Bahia é originalmente fruto dos romances do escritor grapiunense, o que acarreta em grande responsabilidade.
O escritor Marcelo da Silva Bispo (e também discente do curso de Especialização em Estudos Comparados em Literatura de Língua Portuguesa (ECLIP), do Departamento de Letras e Artes – DLA, da Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC.) nos revela preconceitos presentes na Obra Tocaia Grande de Jorge Amado.
Fazendo parte do Coronelismo regional, Jorge Amado expressa preconceitos diante da figura negra embora não tenha esse objetivo inicial. O próprio Amado se compromete à revelar uma parte oculta da História, mas não o faz. As vozes negras são silenciadas, e seus personagens masculinos são ex-escravos fugidos dos engenhos, e feminino são mulheres que tem a prostituição como meio de sobrevivência. “A presença negra está relacionada com a exploração sexual e seus representantes são tratados como objetos utilizados para a satisfação dos que se apresentam em posições mais elevadas na sociedade.”
Trazendo
negatividade na construção da imagem do negro, Jorge Amado acaba por provocar
no imaginário europeu ideias arraigadas sobre a raça negra, como meros corpos
que servem exclusivamente pra servir enquanto escravos no trabalho e pra
satisfação sexual.
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