terça-feira, 31 de julho de 2012

Gabriela - Resenha

Título original: Gabriela, cravo e canela
Autor: Jorge Amado
Ano de publicação: 1958

Gabriela, Cravo e Canela é um romance escrito por Jorge amado e publicado no ano de 1958.A história se passa na cidade de Ilhéus, na década de 20 onde os coronéis, jagunços, prostitutas e as senhoras delineiam a ambiciosa sociedade cacaueira.
 A obra descreve principalmente o romance entre Gabriela, uma retirante ingênua e sedutora que veio para Ilhéus em busca de melhores condições de vida, e o comerciante sírio Nacib. Gabriela assume a cozinha do bar deste e não só conquista seu coração  como também seduz um grande número de homens ilheenses.
  O Vesúvio, nome dado ao bar do sírio, ferve por conta do tempero e da presença inebriante de Gabriela. Apaixonado, o ciumento Nacib decide se casar com ela e com isso a sertaneja passa a ter obrigações que não combinam com seu espírito livre e rústico. Nacib a flagra na cama com Tonico Bastos, um coronel da cidade, e manda anular o casamento mas algum tempo depois Gabriela volta a ser sua cozinheira e a frequentar sua cama. A história assume outras vertentes, ao descrever fatos da vida de personagens como Malvina, Josué, a ferrenha competição entre Ramiro Bastos e Mundinho Falcão que tem como objetivo trazer o progresso a Ilhéus, as meninas do cabaré Bataclã, porém o foco principal é em Nacib e Gabriela. O eixo da história é a relação delicada e complexa entre as transformações materiais e as ideias morais da época em que há luta pela modernização material e cultural de Ilhéus. É Gabriela quem personifica as transformações de uma sociedade patriarcal, arcaica e autoritária, convulsionada pelos sopros de renovação cultural, política e econômica


Como a maioria dos telespectadores sabem, a obra de Jorge Amado Gabriela, cravo e canela foi readaptada e está sendo exibida pela Rede globo de televisão de terça a sexta-feira. Apesar do brilhante papel dos atores, alguns interpretam erroneamente o sotaque baiano. Comenta-se também que a direção pecou em privilegiar a estética, em se esforçar para mostrar o quanto a personagem-título é sensual e brejeira, deixando de lado um mergulho mais profundo nas emoções provocadas pela precariedades da época, além de enriquecer o Bataclã indo contra ao que se sabe sobre as condições de vida daquele tempo. E você, o que acha disso ? Deixe aqui sua opinião sobre a novela.

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