terça-feira, 31 de julho de 2012

Início do Curso de Letras na UESC


O Curso de Letras surgiu na Unidade Federada FAFI (Faculdade de Filosofia de Itabuna), em 02 de Janeiro de 1961, juntamente com os cursos de Pedagogia e Filosofia. Foi autorizado pelo decreto  nº 49.058 de 05/10/1960 e reconhecido pelo decreto nº 63.737 de 06/12/68. Era um curso de Licenciatura, assim como hoje, e tinha como coordenadora Lizete Mujaes de Mendonça e como chefe de Departamento Rivaldo Fernandes Baleeiro. Abarcava disciplinas teóricas, práticas e pedagógicas, totalizando 2200 horas/aula.
Inicialmente, funcionou com habilitações em Letras neolatinas e Letras anglo-germânicas, mas em 1963, devido a reforma universitária, essas habilitações foram suprimidas e convertidas em Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e uma Língua Estrangeira Moderna. A FAFI optou por Inglês, Francês e Espanhol e a escolha ficava à critério do aluno.
A princípio, a FAFI era uma instituição privada e tinha no seu corpo docente pessoas muito competentes, como: Lizete Mendonça (in memorian), Margarida Fahel, Manoel Simeão (in memorian), Ruy Póvoas, Maria de Lourdes Simões, Maria da Glória Ferreira, entre outros.
Naquela época, o curso contava com uma precária biblioteca e os professores eram o que supriam, com seus livros pessoais, as necessidades de leitura e de estudo dos discentes.
Em 1972, acontece na FAFI a abertura dos Cursos Parcelados de Licenciatura, ministrados por ela. Nessa abertura de Cursos Parcelados, o Curso de Letras disponibilizava as habilitações nos idiomas francês e inglês.
Fase de mudanças e conquistas
Em 1973, ocorre a fusão da Faculdade de Direito de Ilhéus (FDI), Faculdade de Filosofia de Itabuna (FAFI) e a Faculdade de Ciências Econômicas de Itabuna (FACEI) e foi instituída a Federação das Escolas Superiores de Ilhéus e Itabuna (FESPI), que iniciou suas atividades em 31 de março de 1974, no campus da Fundação Santa Cruz (FUSC). Já em 1977, a FESPI efetiva as matrículas de 2473 alunos.
Segundo o professor Ruy Póvoas, uma grande conquista para o Curso de Letras, na época da Federação, foi o evento chamado "Encontro Regional de Professores de Língua Portuguesa". Ele reunia professores, que discutiam os problemas do curso, grade curricular , tecnologias, entre outros assuntos. Em entrevista, o professor Ruy Póvoas comentou: " Havia uma efervescência muito grande no Curso de Letras no tempo da Federação (...) havia um interesse regional de chamar a Região para dentro da UESC para discutir os graves problemas do ensino da Língua Portuguesa. Porque Língua Portuguesa era o carro-chefe do Departamento de Letras. Era essa disciplina que trabalhava com os conteúdos específicos, mas também com as ciências da linguagem, com as ciências pedagógicas e com as ciências didáticas.".
A chegada da UESC - algumas notas
Em 1991, deu-se a estadualização e criação da UESC. O Curso de Letras recebe um novo nome (Curso de Letras e Artes).
Tentando atender às regras e à dinâmica do mercado de trabalho, foram propostas pelo Curso de Letras, em 1992, mudanças no currículo que obtiveram aprovação pelo Parecer CEE-108/94, exarado no Processo CEE-060/94 e foram publicadas no Diário Oficial de 10 de novembro de 1996. Dessas mudanças, a inserção das disciplinas Metodologia do Ensino da Língua Portuguesa e da Língua Estrangeira, de caráter instrumental, acresceram o quadro das disciplinas de pré-serviço do curso.
No dia 23 de novembro de 2011, o Centro Acadêmico de Letras foi renomeado em homenagem ao professor Ruy Póvoas e passou a se chamar Centro Acadêmico de Letras Prof. Ruy Póvoas, importante colaborador na consolidação do curso. A escolha do nome foi realizada através de votação, no blog do CAL, e recebeu 60% dos votos.
O Curso de Letras teve e tem  uma história de conquistas e aprimoramentos para tentar fazer do ensino o caminho para o futuro e para a formação de uma sociedade com cidadãos competentes e habilitados.

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