O
Curso de Letras surgiu na Unidade Federada FAFI (Faculdade de Filosofia de
Itabuna), em 02 de Janeiro de 1961, juntamente com os cursos de Pedagogia e
Filosofia. Foi autorizado pelo decreto
nº 49.058 de 05/10/1960 e reconhecido pelo decreto nº 63.737 de
06/12/68. Era um curso de Licenciatura, assim como hoje, e tinha como
coordenadora Lizete Mujaes de Mendonça e como chefe de Departamento Rivaldo
Fernandes Baleeiro. Abarcava disciplinas teóricas, práticas e pedagógicas,
totalizando 2200 horas/aula.
Inicialmente,
funcionou com habilitações em Letras neolatinas e Letras anglo-germânicas, mas
em 1963, devido a reforma universitária, essas habilitações foram suprimidas e
convertidas em Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e uma Língua
Estrangeira Moderna. A FAFI optou por Inglês, Francês e Espanhol e a escolha
ficava à critério do aluno.
A
princípio, a FAFI era uma instituição privada e tinha no seu corpo docente
pessoas muito competentes, como: Lizete Mendonça (in memorian),
Margarida Fahel, Manoel Simeão (in memorian), Ruy Póvoas, Maria de
Lourdes Simões, Maria da Glória Ferreira, entre outros.
Naquela
época, o curso contava com uma precária biblioteca e os professores eram o que
supriam, com seus livros pessoais, as necessidades de leitura e de estudo dos
discentes.
Em
1972, acontece na FAFI a abertura dos Cursos Parcelados de Licenciatura,
ministrados por ela. Nessa abertura de Cursos Parcelados, o Curso de Letras
disponibilizava as habilitações nos idiomas francês e inglês.
Fase
de mudanças e conquistas
Em
1973, ocorre a fusão da Faculdade de Direito de Ilhéus (FDI), Faculdade de
Filosofia de Itabuna (FAFI) e a Faculdade de Ciências Econômicas de Itabuna
(FACEI) e foi instituída a Federação das Escolas Superiores de Ilhéus e Itabuna
(FESPI), que iniciou suas atividades em 31 de março de 1974, no campus da
Fundação Santa Cruz (FUSC). Já em 1977, a FESPI efetiva as matrículas de 2473
alunos.
Segundo
o professor Ruy Póvoas, uma grande conquista para o Curso de Letras, na época
da Federação, foi o evento chamado "Encontro Regional de Professores de
Língua Portuguesa". Ele reunia professores, que discutiam os problemas do
curso, grade curricular , tecnologias, entre outros assuntos. Em entrevista, o
professor Ruy Póvoas comentou: " Havia uma efervescência muito grande no
Curso de Letras no tempo da Federação (...) havia um interesse regional de
chamar a Região para dentro da UESC para discutir os graves problemas do ensino
da Língua Portuguesa. Porque Língua Portuguesa era o carro-chefe do
Departamento de Letras. Era essa disciplina que trabalhava com os conteúdos
específicos, mas também com as ciências da linguagem, com as ciências
pedagógicas e com as ciências didáticas.".
A
chegada da UESC - algumas notas
Em
1991, deu-se a estadualização e criação da UESC. O Curso de Letras recebe um
novo nome (Curso de Letras e Artes).
Tentando
atender às regras e à dinâmica do mercado de trabalho, foram propostas pelo
Curso de Letras, em 1992, mudanças no currículo que obtiveram aprovação pelo
Parecer CEE-108/94, exarado no Processo CEE-060/94 e foram publicadas no Diário
Oficial de 10 de novembro de 1996. Dessas mudanças, a inserção das disciplinas
Metodologia do Ensino da Língua Portuguesa e da Língua Estrangeira, de caráter
instrumental, acresceram o quadro das disciplinas de pré-serviço do curso.
No
dia 23 de novembro de 2011, o Centro Acadêmico de Letras foi renomeado em
homenagem ao professor Ruy Póvoas e passou a se chamar Centro Acadêmico de
Letras Prof. Ruy Póvoas, importante colaborador na consolidação do curso. A
escolha do nome foi realizada através de votação, no blog do CAL, e recebeu 60%
dos votos.
O
Curso de Letras teve e tem uma história
de conquistas e aprimoramentos para tentar fazer do ensino o caminho para o
futuro e para a formação de uma sociedade com cidadãos competentes e habilitados.
Nenhum comentário:
Postar um comentário