terça-feira, 31 de julho de 2012

A linguagem e os “termos” de Jorge Amado


Jorge Amado possui uma forma única e bem simples de escrever histórias cheias de emoção e fatos que desenlaçam belas narrativas.
          Com sua forma picante de por no papel certas palavras, Jorge Amado consegue entreter diversas faixa etárias (adolescentes, adultos, idosos, etc.), mas nem sempre. Pessoas foram entrevistadas e em sua grande maioria podemos observar leitores satisfeitos com o que leram e que se identificaram com este grande escritor baiano devido aspectos da linguagem da sua região bastante utilizada em seus livros e em sua maneira de escrever. Fazia uso de uma linguagem simples que continha arranjos leves e soltos para as seus leitores. No entanto, muitas outras não se identificaram com sua maneira de escrever por ensejo de alguns romances com cenas bastante quentes que contem cenas de sexo, amor e violência descritas numa linguagem popular, que inclui gírias e palavrões, além de muitos não aceitarem sua religião que era o candomblé.
          Não se preocupando com grandes floreios e enriquecimentos textuais (dando mais prioridade a parte dos fatos, pois eles sim são ricos), Jorge Amado fascina seus fãs e não deixa a desejar em nem um quesito quando se trata de seus livros literários. Jorge Amado fez muito sucesso com suas obras que eram feitas sobre a época dos coronéis, ele foi um grande criador de romances ficcionais e o mais interessante é que muitas vezes seus personagens eram tirados de pessoas da vida real, apimentando sua história um pouco ou mudando seu nome apenas, ele foi tão famoso que muitos de seus livros eram traduzidos para outras línguas.
             Histórias de Jorge Amado tratam de assuntos universais, amor e família. O que as diferenciam são as gírias regionais, que conferem um caráter verossímil à história.
Exemplos clássicos de termos linguísticos criados são :
- Manihot esculenta, conhecido por mandioca, aipim e macaxeira;
- Prostituta pode ser quenga, messalina, chinoca. As gírias regionais são utilizadas por políticos em campanha para parecerem próximos dos eleitores. Aparentado viver na mesma realidade com a falsa impressão que ambos pertencem a um mesmo mundo. Quando palavras são criadas, todo um mundo se cria junto com elas e desse mundo só faz parte quem é capaz de entender o significado delas.

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