O Eletracidade realizou uma entrevista muito interessante com a Professora Patrícia Argôlo.
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Patrícia Argôlo possui graduação em Letras pela Universidade
Estadual de Santa Cruz (1990), especialização em Língua Inglesa pela
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1995), especialização em
Cenários e Perspectivas do Rádio e Televisão na Era Telemática (1998), e
mestrado em Master of Arts in TESOL pela New Mexico State University/ USA
(2001). Atualmente é professora assistente da Universidade Estadual de Santa
Cruz. Tem experiência na área de Letras e Línguas Estrangeiras Aplicadas às
Negociações Internacionais, atuando principalmente nos seguintes temas:
Língua Inglesa, Inglês para Fins Específicos (profissionais do turismo),
Seleção Pública e Vestibular.
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Eletracidade: A
senhora formou em Letras, em que ano?
Patrícia Argôlo: 1990.
Eletracidade: Fale um pouco sobre a sua carreira, os
cursos que fez, a área de estudos a que se dedica...
Após a
minha formatura em maio de 1990, eu tive a oportunidade de viajar para a
Inglaterra. Morei dois anos em Oxford/Inglaterra. Estudei Inglês em duas
escolas para estrangeiros, a saber: Anglo World e Oxford College of further
Education. Eu, também, tive a oportunidade de estudar com uma tutora. Quando
retornei da Inglaterra, em outubro de1992, eu fui convidada a lecionar na UESC.
Em
1995 fiz a minha primeira especialização: Especialização em Língua Inglesa pela
PUC de Minas Gerais.
Em
1998 fiz minha segunda especialização em rádio e TV: Cenários e Perspectivas do
Rádio e Televisão na Era Telemática na UESC.
Em
1999 fiz o mestrado em Master of Arts inTESOL pela New Mexico State University
– NMSU/EUA
Meus
estudos se concentram em 2 áreas, a saber:Inglês para Fins Específicos ( English for Specific Purpose – ESP) e
Formação de Professor.
Eletracidade: Como foi tornar-se professora do Curso de
Letras, isto é a transição entre ser aluna do curso e tornar-se uma
profissional?
Patrícia Argôlo: Eu
sempre comento com meus alunos sobre a importância do Estágio Supervisionado. O
Estágio foi importantíssimo para a transição aluna-professora. A minha
experiência no estágio foi muito gratificante. Essa experiência positiva contribuiu
para a minha decisão de aceitar o convite de trabalhar como professora.
Tornar-se professor é desafiador. Primeiramente, você precisa querer Ser professor, pois o querer faz você
trabalhar em prol do objetivo que se quer alcançar; Segundo, você precisa
acreditar no seu potencial e acreditar que nada é impossível quando existe
dedicação, persistência e força de vontade. Eu queria Ser professora e acreditava que podia fazer algo tão importante que
é lecionar. Acredito que quando
lecionamos nós ajudamos a transformar as vidas dos nossos alunos.
Eletracidade: Que comparações a senhora faz do perfil do estudante de Letras do seu
tempo e do de hoje?
Patrícia Argôlo: Acredito
que independentemente da época, nós vamos encontrar o aluno que escolhe o Curso
de Letras como primeira opção, e, consequentemente, se dedica, estuda mais, pois
está motivado. Em contrapartida, encontramos, também, o aluno que não sabe ao
certo o que pretende estudar, e/ou não se encontra no curso, com isso,
facilmente se desmotiva. Geralmente este aluno fica na angústia de saber o que
realmente quer fazer. Com isso, observa-se um aluno que faz uma licenciatura,
mas não quer ensinar.
Eletracidade: Quais as principais recordações que a
senhora tem do funcionamento do curso, dos colegas e dos professores?
Patrícia Argôlo: Recordo
com muito carinho do tempo que estudei. Fiz o curso que queria. Eu tive a
oportunidade de estudar com Professores, ou melhor, dizer: MESTRES competentes,
responsáveis e dedicados. Exemplos que procuro seguir todas as vezes que entro
em uma sala de aula.
Eletracidade: Relembre um pouco das principais
conquistas operadas no Curso de Letras na época.
Patrícia Argôlo: A
principal conquista foi a estadualização. Passamos de Federação de Escolas
(FESPI) para Universidade (UESC). Isso significou grandes avanços e novas
perspectivas para o Curso de Letras.
Eletracidade: Como era a pesquisa e a extensão no Curso
de Letras?
Patrícia Argôlo: Eu fiz
a minha graduação na antiga FESPI – Federação das Escolas Superiores de Ilhéus
e Itabuna. Lembro-me que como Federação não existia o incremento de aporte de recursos que temos hoje nas áreas
de extensão e pesquisa. Por exemplo, as monitorias, grupos de estudo e
participação em ações de pesquisa, como as desenvolvidas pela professora Tica
Simões, eram feitas voluntariamente.
Eletracidade: Como era o ensino/aprendizagem de língua
estrangeira no Curso?
Patrícia Argôlo: Quanto
ao ensino de Língua Inglesa, lembro que estudávamos segundo teorias de cunho
estruturalista. Quanto à aprendizagem, observo que na minha época de estudante
não existia o acesso à informação como existe hoje. Não existia o computador,
nem a Internet. Os cursos particulares de Línguas Estrangeiras eram caros. Não
existiam programas de intercâmbio. Não existia o Projeto do Governo Federal de
Internacionalização das universidades. Hoje, o aluno de Letras só não aprende a
Língua Estrangeira se ele (a), realmente, não quiser, pois a Internet
disponibiliza diversos cursos com áudio e contato com nativos da língua alvo. A
universidade, através do Curso de Letras e seus projetos de extensão e do
Fullbright, oferece cursos com profissionais competentes e nativos da língua
alvo.
Eletracidade: Qual era a relação entre o corpo
discente e docente da época?
Patrícia Argôlo: De muito respeito e admiração.
Eletracidade: Qual a importância do Curso de Letras para a
nossa região e as perspectivas que ele assume?
Patrícia Argôlo: Segundo informações da Página do Departamento de Letras e Artes da UESC ,
“... O Curso de Letras forma professores para o ensino
básico e para o ensino superior, tornando-os aptos a lecionar disciplinas
constantes na sua grade curricular. Pela sua formação, esses profissionais
poderão atuar também como tradutores, intérpretes, guias turísticos e
revisores.”
Em outras palavras, o Curso de Letras é responsável
pelos
-Profissionais que atuarão no Ensino Básico e Superior
da nossa Região;
-Profissionais competentes que, por sua vez, irão
contribuir para a formação de cidadãos pensantes e críticos;
-Profissionais que possam contribuir para o
desenvolvimento da Região.
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