01 - Professora de português não nasce; deriva-se.
02 - Professora de português não cresce; vive gradações.
03 - Professora de português não se movimenta; flexiona-se.
04 - Professora de português não é filha de mãe solteira; resulta de uma derivação imprópria.
05 - Professora de português não tem família; tem parênteses.
06 - Professora de português não envelhece; sofre anacronismo.
07 - Professora de português não vê tv; analisa o enredo de uma novela.
08 - Professora de português não tem dor aguda; tem crônica.
09 - Professora de português não anda; transita.
10 - Professora de português não conversa; produz texto oral.
11 - Professora de português não fala palavrão; profere verbos defectivos.
12 - Professora de português não se corta; faz hiato.
13 - Professora de português não grita; usa vocativos.
14 - Professora de português não dramatiza; declama com emotividade.
15 - Professora de português não se opõe; tem problemas de concordância.
16 - Professora de português não discute; recorre a proposições adversativas.
17 - Professora de português não exagera; usa hipérboles.
18 - Professora de português não compra supérfluos; possui termos acessórios.
19 - Professora de português não fofoca; pratica discurso indireto.
20 - Professora de português não é frágil; é átona.
21 - Professora de português não fala demais; usa pleonasmos.
22 - Professora de português não se apaixona; cria coesão contextual.
23 - Professora de português não tem casos de amor; faz romances.
24 - Professora de português não se casa; conjuga-se.
25 - Professora de português não depende de ninguém; relaciona-se a períodos por subordinação.
26 - Professora de português não tem filhos; gera cognatos.
27 - Professora de português não tem passado; tem pretérito mais-que-perfeito.
28 - Professora de português não rompe um relacionamento; abrevia-o.
29 - Professora de português não foge a regras; vale-se de exceções.
30 - Professora de português não é autoritária; possui voz ativa.
31 - Professora de português não é exigente; adota a norma padrão.
32 - Professora de português não erra; recorre a licença poética.
eLETRAcidade
"A Energia da Palavra que nos une."
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Entrevista Professora Patrícia Argolo
O Eletracidade realizou uma entrevista muito interessante com a Professora Patrícia Argôlo.
|
Patrícia Argôlo possui graduação em Letras pela Universidade
Estadual de Santa Cruz (1990), especialização em Língua Inglesa pela
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1995), especialização em
Cenários e Perspectivas do Rádio e Televisão na Era Telemática (1998), e
mestrado em Master of Arts in TESOL pela New Mexico State University/ USA
(2001). Atualmente é professora assistente da Universidade Estadual de Santa
Cruz. Tem experiência na área de Letras e Línguas Estrangeiras Aplicadas às
Negociações Internacionais, atuando principalmente nos seguintes temas:
Língua Inglesa, Inglês para Fins Específicos (profissionais do turismo),
Seleção Pública e Vestibular.
|
Eletracidade: A
senhora formou em Letras, em que ano?
Patrícia Argôlo: 1990.
Eletracidade: Fale um pouco sobre a sua carreira, os
cursos que fez, a área de estudos a que se dedica...
Após a
minha formatura em maio de 1990, eu tive a oportunidade de viajar para a
Inglaterra. Morei dois anos em Oxford/Inglaterra. Estudei Inglês em duas
escolas para estrangeiros, a saber: Anglo World e Oxford College of further
Education. Eu, também, tive a oportunidade de estudar com uma tutora. Quando
retornei da Inglaterra, em outubro de1992, eu fui convidada a lecionar na UESC.
Em
1995 fiz a minha primeira especialização: Especialização em Língua Inglesa pela
PUC de Minas Gerais.
Em
1998 fiz minha segunda especialização em rádio e TV: Cenários e Perspectivas do
Rádio e Televisão na Era Telemática na UESC.
Em
1999 fiz o mestrado em Master of Arts inTESOL pela New Mexico State University
– NMSU/EUA
Meus
estudos se concentram em 2 áreas, a saber:Inglês para Fins Específicos ( English for Specific Purpose – ESP) e
Formação de Professor.
Eletracidade: Como foi tornar-se professora do Curso de
Letras, isto é a transição entre ser aluna do curso e tornar-se uma
profissional?
Patrícia Argôlo: Eu
sempre comento com meus alunos sobre a importância do Estágio Supervisionado. O
Estágio foi importantíssimo para a transição aluna-professora. A minha
experiência no estágio foi muito gratificante. Essa experiência positiva contribuiu
para a minha decisão de aceitar o convite de trabalhar como professora.
Tornar-se professor é desafiador. Primeiramente, você precisa querer Ser professor, pois o querer faz você
trabalhar em prol do objetivo que se quer alcançar; Segundo, você precisa
acreditar no seu potencial e acreditar que nada é impossível quando existe
dedicação, persistência e força de vontade. Eu queria Ser professora e acreditava que podia fazer algo tão importante que
é lecionar. Acredito que quando
lecionamos nós ajudamos a transformar as vidas dos nossos alunos.
Eletracidade: Que comparações a senhora faz do perfil do estudante de Letras do seu
tempo e do de hoje?
Patrícia Argôlo: Acredito
que independentemente da época, nós vamos encontrar o aluno que escolhe o Curso
de Letras como primeira opção, e, consequentemente, se dedica, estuda mais, pois
está motivado. Em contrapartida, encontramos, também, o aluno que não sabe ao
certo o que pretende estudar, e/ou não se encontra no curso, com isso,
facilmente se desmotiva. Geralmente este aluno fica na angústia de saber o que
realmente quer fazer. Com isso, observa-se um aluno que faz uma licenciatura,
mas não quer ensinar.
Eletracidade: Quais as principais recordações que a
senhora tem do funcionamento do curso, dos colegas e dos professores?
Patrícia Argôlo: Recordo
com muito carinho do tempo que estudei. Fiz o curso que queria. Eu tive a
oportunidade de estudar com Professores, ou melhor, dizer: MESTRES competentes,
responsáveis e dedicados. Exemplos que procuro seguir todas as vezes que entro
em uma sala de aula.
Eletracidade: Relembre um pouco das principais
conquistas operadas no Curso de Letras na época.
Patrícia Argôlo: A
principal conquista foi a estadualização. Passamos de Federação de Escolas
(FESPI) para Universidade (UESC). Isso significou grandes avanços e novas
perspectivas para o Curso de Letras.
Eletracidade: Como era a pesquisa e a extensão no Curso
de Letras?
Patrícia Argôlo: Eu fiz
a minha graduação na antiga FESPI – Federação das Escolas Superiores de Ilhéus
e Itabuna. Lembro-me que como Federação não existia o incremento de aporte de recursos que temos hoje nas áreas
de extensão e pesquisa. Por exemplo, as monitorias, grupos de estudo e
participação em ações de pesquisa, como as desenvolvidas pela professora Tica
Simões, eram feitas voluntariamente.
Eletracidade: Como era o ensino/aprendizagem de língua
estrangeira no Curso?
Patrícia Argôlo: Quanto
ao ensino de Língua Inglesa, lembro que estudávamos segundo teorias de cunho
estruturalista. Quanto à aprendizagem, observo que na minha época de estudante
não existia o acesso à informação como existe hoje. Não existia o computador,
nem a Internet. Os cursos particulares de Línguas Estrangeiras eram caros. Não
existiam programas de intercâmbio. Não existia o Projeto do Governo Federal de
Internacionalização das universidades. Hoje, o aluno de Letras só não aprende a
Língua Estrangeira se ele (a), realmente, não quiser, pois a Internet
disponibiliza diversos cursos com áudio e contato com nativos da língua alvo. A
universidade, através do Curso de Letras e seus projetos de extensão e do
Fullbright, oferece cursos com profissionais competentes e nativos da língua
alvo.
Eletracidade: Qual era a relação entre o corpo
discente e docente da época?
Patrícia Argôlo: De muito respeito e admiração.
Eletracidade: Qual a importância do Curso de Letras para a
nossa região e as perspectivas que ele assume?
Patrícia Argôlo: Segundo informações da Página do Departamento de Letras e Artes da UESC ,
“... O Curso de Letras forma professores para o ensino
básico e para o ensino superior, tornando-os aptos a lecionar disciplinas
constantes na sua grade curricular. Pela sua formação, esses profissionais
poderão atuar também como tradutores, intérpretes, guias turísticos e
revisores.”
Em outras palavras, o Curso de Letras é responsável
pelos
-Profissionais que atuarão no Ensino Básico e Superior
da nossa Região;
-Profissionais competentes que, por sua vez, irão
contribuir para a formação de cidadãos pensantes e críticos;
-Profissionais que possam contribuir para o
desenvolvimento da Região.
terça-feira, 31 de julho de 2012
Jornal Grapiúba
O
jornal dos alunos de Letras da UESC foi lançado em periódico trimestral
organizado e editado pelo Centro Acadêmico de Letras Professor Ruy Póvoas com apoio do Colegiado de
Letras. O periódico tem a proposta inovadora de divulgar informações sobre o
Curso de Letras e seu funcionamento, bem como as ações estudantis.
Conversamos com o Editor e Redator, Gabriel Nascimento, sobre o Grapiúba.
Eletracidade: Como surgiu a ideia do Grapiúba ?
Gabriel Nascimento: Um projeto meu e de Tatiane para o blog. Montamos um projeto , e conversando
com a Professora Adélia, ela me deu
sinal verde para o jornal.
Eletracidade:O foco das noticias é somente a Uesc ou assuntos diversificados do mundo
acadêmico?
Gabriel Nascimento: Somente a Uesc , com temas diversos desde artigos até noticias.
Eletracidade: Quem tiver
sugestões , assuntos pertinentes tem como mandar , opinar ou vocês já tem um
grupo responsáveis para coleta de material?
Gabriel Nascimento: Todas as matérias, noticias,, tudo deve ser enviado para o email do CAL.(Centro Acadêmico de letras)
Link para acesso online do Jornal. http://issuu.com/gabrieluesc/docs/grapiuba
"Tudo que vicia começa com C"
Há momentos na vida de um ser humano em que ele se vê sem nada realmente interessante pra fazer. Assim, sem companhia, computador ou iPod e com celular fora de serviço, numa viagem de ônibus para Cruz Alta, fui obrigado a me divertir com os meus próprios pensamentos. Por alguma razão que ainda desconheço, minha mente foi tomada por uma ideia um tanto sinistra: vícios.
Refleti sobre todos os vícios que corrompem a humanidade. Pensei, pensei e, de repente, um insight: tudo que vicia começa com a letra c! De drogas leves a pesadas, bebidas, comidas ou diversões, percebi que todo vício curiosamente iniciava com cê.
Inicialmente, lembrei do cigarro que causa mais dependência que muita droga pesada. Cigarro vicia e começa com a letra c. Depois, lembrei das drogas pesadas: cocaína, crack e maconha. Vale lembrar que maconha é apenas o apelido da cannabis sativa que também começa com cê.
Entre as bebidas super populares há a cachaça, a cerveja e o café. Os gaúchos até abrem mão do vício matinal do café mas não deixam de tomar seuchimarrão que também – adivinha – começa com a letra c.
Refletindo sobre este padrão, cheguei à resposta da questão que por anos atormentou minha vida: por que a Coca-Cola vicia e a Pepsi não? Tendo fórmulas e sabores praticamente idênticos, deveria haver alguma explicação para este fenômeno. Naquele dia, meu insight finalmente revelara a resposta. É que a Coca tem dois cês no nome enquanto a Pepsi não tem nenhum. Impressionante, hein?
E o chocolate? Este dispensa comentários. Vícios alimentares conhecemos aos montes, principalmente daqueles alimentos carregados com sal e açúcar. Sal écloreto de sódio. E o açúcar que vicia é aquele extraído da cana.
Algumas músicas também causam dependência. Recentemente, testemunhei a popularização de uma droga musical chamada “créeeeeeu”. Ficou todo o mundo viciadinho, principalmente quando o ritmo atingia a velocidade…cinco.
Nesta altura, você pode estar pensando: sexo vicia e não começa com a letra c. Pois você está redondamente enganado. Sexo não tem esta qualidade porque denota simplesmente a conformação orgânica que permite distinguir o homem da mulher. O que vicia é o “ato sexual”, e este é denominado coito.
Pois é. Coincidências ou não, tudo que vicia começa com cê. Mas atenção: nem tudo que começa com cê vicia. Se fosse assim, estaríamos salvos pois a humanidade seria viciada em Cultura.
(Luís Fernando Veríssimo)
(Luís Fernando Veríssimo)
Sintaxe à Vontade - O Teatro Mágico
Sem horas e sem dores,
Respeitável público pagão,
Bem-vindos ao teatro magico.
A partir de sempre
Toda cura pertence a nós.
Toda resposta e dúvida.
Todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser,
Todo verbo é livre para ser direto ou indireto.
Nenhum predicado será prejudicado,
Nem tampouco a frase, nem a crase, nem a vírgula e ponto final!
Afinal, a má gramática da vida nos põe entre pausas, entre vírgulas,
E estar entre vírgulas pode ser aposto,
E eu aposto o oposto: que vou cativar a todos
Sendo apenas um sujeito simples.
Um sujeito e sua oração,
Sua pressa, e sua verdade, sua fé,
Que a regência da paz sirva a todos nós.
Cegos ou não,
Que enxerguemos o fato
De termos acessórios para nossa oração.
Separados ou adjuntos, nominais ou não,
Façamos parte do contexto da crônica
E de todas as capas de edição especial.
Sejamos também o anúncio da contra-capa,
Pois ser a capa e ser contra a capa
É a beleza da contradição.
É negar a si mesmo.
E negar a si mesmo é muitas vezes
Encontrar-se com Deus.
Com o teu Deus.
Sem horas e sem dores,
Que nesse momento que cada um se encontra aqui e agora,
Um possa se encontrar no outro,
E o outro no um...
Até por que, tem horas que a gente se pergunta:
Por que é que não se junta
Tudo numa coisa só?
Quem também faz Letras...
Estes são alguns dos funcionários da UESC, que nos acompanham diariamente, e portanto, também fazem Letras!
Colegiado de Letras e Artes
"Lelê da Cantina" ou Aroeudes, do Pavilhão Adonias Filho. Ele viu muitas gerações de estudantes de Letras.
Mateus do Departamento de Letras e Artes
Assinar:
Comentários (Atom)






